NEUROBIOLOGIA E FUNDAMENTOS DA
INTELIGÊNCIA DWRI
NEUROBIOLOGY AND FOUNDATIONS OF INTELLIGENCE
DWRI
Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues
Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH)
Departamento de Neurociências e Genômica

pág. 7286
DOI: https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v9i4.19330
Neurobiologia e Fundamentos da Inteligência DWRI
Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues1
contato@cpah.com.br
https://orcid.org/0000-0002-5487-5852
Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH)
Departamento de Neurociências e Genômica, Brasil & Portugal
RESUMO
A Inteligência DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference) propõe uma visão
expandida da inteligência, integrando não apenas as habilidades cognitivas mensuradas pelos testes de
QI, mas também a inteligência emocional, social e criatividade subjetiva. Baseada na conectividade
eficiente entre diferentes regiões cerebrais, essa abordagem considera a importância do córtex pré-
frontal, parietal e temporal, além de redes associativas que sustentam a cognição de alto nível. A DWRI
destaca a relevância de áreas cerebrais não diretamente ativadas durante os testes de QI, como o córtex
orbitofrontal, o cingulado anterior e o sistema límbico, que modulam a regulação emocional, a empatia
e o pensamento criativo. Com o apoio de estudos genéticos, como o GIP (Genetic Intelligence Project),
a DWRI proporciona uma compreensão mais profunda e abrangente do potencial intelectual humano.
Palavras-chave: Inteligência DWRI, QI, neurociência, criatividade subjetiva, inteligência emocional
1 Autor Principal
Correspondencia: contato@cpah.com.br

pág. 7287
Neurobiology and Foundations of Intelligence DWRI
ABSTRACT
The DWRI Intelligence (Development of Wide Regions of Intellectual Interference) proposes an
expanded view of intelligence, integrating not only the cognitive skills measured by IQ tests but also
emotional, social intelligence and subjective creativity. Based on efficient connectivity between
different brain regions, this approach considers the importance of the prefrontal, parietal, and temporal
cortex, as well as associative networks that support high-level cognition. DWRI highlights the relevance
of brain areas not directly activated during IQ tests, such as the orbitofrontal cortex, the anterior
cingulate, and the limbic system, which modulate emotional regulation, empathy, and creative thinking.
Supported by genetic studies, such as the GIP (Genetic Intelligence Project), DWRI provides a deeper
and broader understanding of human intellectual potential.
Keywords: DWRI Intelligence, IQ, neuroscience, subjective creativity, emotional intelligence
Artículo recibido 20 julio 2025
Aceptado para publicación: 20 agosto 2025

pág. 7288
INTRODUÇÃO
A inteligência humana tem sido tradicionalmente avaliada por meio de testes de QI (Quociente de
Inteligência), que medem habilidades como memória de trabalho, raciocínio lógico e velocidade de
processamento. No entanto, essa abordagem quantitativa apresenta limitações ao considerar a
complexidade e a amplitude do potencial intelectual humano. O conceito de Inteligência DWRI
(Development of Wide Regions of Intellectual Interference), desenvolvido por este autor principal,
surge como uma proposta inovadora que amplia essa visão ao incorporar dimensões como a inteligência
emocional, social e a criatividade subjetiva. A DWRI enfatiza a importância da conectividade neural
entre diversas regiões cerebrais, incluindo o córtex pré-frontal, o sistema límbico e redes associativas,
promovendo uma inteligência integrada e adaptativa. Estudos genéticos, como o GIP (Genetic
Intelligence Project), oferecem uma nova perspectiva para identificar indivíduos com maior potencial
intelectual, proporcionando uma compreensão mais profunda das bases neurobiológicas da inteligência
humana.
Inteligência DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference)
A Inteligência DWRI, sigla para "Development of Wide Regions of Intellectual Interference", traduzida
para o português como "Desenvolvimento de Amplas Regiões de Interferência Intelectual", apresenta
uma proposta inovadora de compreensão da inteligência humana. Diferentemente dos modelos
tradicionais baseados exclusivamente nos testes de Quociente de Inteligência (QI), a DWRI sugere uma
interação complexa e dinâmica entre diversas regiões cerebrais envolvidas no processamento cognitivo
e emocional, ampliando o escopo da inteligência para além das habilidades cognitivas medidas
convencionalmente (RODRIGUES, 2022).
A base neurobiológica da DWRI está intimamente relacionada a áreas cerebrais cruciais, tais como o
córtex pré-frontal, parietal e temporal, que desempenham papel essencial no raciocínio lógico, memória
de trabalho e velocidade de processamento. Estudos indicam que indivíduos com altos escores em testes
de QI apresentam uma arquitetura neural mais sofisticada, evidenciada pela conectividade aprimorada
entre essas regiões e redes associativas que promovem uma cognição de alto nível (RODRIGUES et al.,
2024). Essa conectividade neural favorece a eficiência sináptica, facilitando o processamento rápido e
integrado das informações, o que contribui para a alta performance cognitiva (RODRIGUES, 2021).

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Entretanto, o conceito de DWRI transcende as métricas convencionais de inteligência. Para que o
desenvolvimento intelectual seja verdadeiramente amplo e integrado, é indispensável que as áreas
cerebrais tradicionalmente associadas ao QI estejam em harmonia com outras regiões, muitas vezes não
diretamente ativadas durante os testes padronizados, mas fundamentais para a inteligência emocional,
social e criatividade subjetiva. Regiões como o córtex orbitofrontal, o cingulado anterior e o sistema
límbico, por exemplo, modulam a regulação emocional, empatia e pensamento criativo, aspectos
essenciais para uma adaptação social mais eficaz e para a formulação de ideias originais (RODRIGUES,
2022; RODRIGUES, 2021).
A DWRI, portanto, propõe uma visão mais holística da inteligência, onde o desempenho em testes
padronizados de QI é apenas uma fração do potencial intelectual humano. Ao considerar também
habilidades emocionais e criativas, a DWRI apresenta uma abordagem que valoriza a adaptabilidade,
inovação e a capacidade de conectar diferentes dimensões do pensamento humano, oferecendo uma
compreensão mais profunda e abrangente do verdadeiro potencial cognitivo (RODRIGUES, 2021).
A inteligência emocional, sustentada pelo córtex orbitofrontal, cingulado anterior e sistema límbico,
desempenha um papel central na regulação das emoções e na percepção emocional, influenciando
diretamente o comportamento adaptativo e a interação social. Estudos reforçam que a inteligência
emocional (IE) está associada a um maior volume de massa cinzenta no córtex orbitofrontal, o que
contribui para um processamento emocional mais eficiente e, consequentemente, para o
aperfeiçoamento da criatividade subjetiva (He et al., 2018). Essa relação entre IE e criatividade é
mediada pela capacidade do córtex orbitofrontal de promover um processamento emocional mais
elaborado, o que amplia o pensamento divergente e inovador (Xu et al., 2019). Ou seja, uma região não
tão utilizada em testes de QI.
A inteligência social é uma habilidade complexa que envolve a capacidade de compreender e responder
adequadamente aos estados mentais, emoções e comportamentos de outras pessoas. Esse processo
recruta regiões cerebrais como a junção temporoparietal e o córtex pré-frontal medial, que permitem a
interpretação de sinais sociais, a formulação de comportamentos estratégicos e a construção de
relacionamentos interpessoais. A inteligência social está intimamente ligada à inteligência emocional,
compartilhando bases neurobiológicas e contribuindo para a empatia, adaptação social e sucesso em

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diversas áreas da vida (Rodrigues, 2021). A inteligência social interage com outras funções cognitivas,
como a teoria da mente, a cognição social e as funções executivas, para permitir uma navegação eficaz
no complexo mundo social.
A criatividade subjetiva, um dos pilares da Inteligência DWRI, emerge da interação dinâmica entre as
redes neurais associadas à inteligência emocional e social. Essa forma de criatividade é caracterizada
pela geração de ideias originais e pela construção de novos conceitos que não dependem exclusivamente
do aprendizado formal, mas sim de um processamento neural complexo e adaptativo (Rodrigues, 2022).
A relação entre um QI elevado e a criatividade é evidente, especialmente no contexto da aplicação do
conhecimento adquirido. Indivíduos com altas pontuações em testes de QI geralmente apresentam uma
capacidade notável de combinar informações previamente aprendidas, gerando soluções inovadoras e
aplicando o raciocínio lógico em novos contextos. No entanto, essa criatividade tende a ser mais
estruturada e fundamentada no repertório cognitivo já estabelecido, limitando-se muitas vezes ao campo
do conhecimento formal e técnico (Li et al., 2018).
Por outro lado, a criatividade subjetiva, característica central da Inteligência DWRI, vai além do simples
uso do conhecimento adquirido. Ela depende de uma complexa interação entre inteligência emocional
e social, permitindo que o indivíduo não apenas acesse informações preexistentes, mas também conecte
diferentes dimensões do pensamento e crie conceitos verdadeiramente originais. Essa forma de
criatividade surge da capacidade de interpretar emoções, adaptar-se a contextos sociais variados e
explorar novas perspectivas, características que exigem um alto grau de autoconhecimento e empatia
(Giancola et al., 2022).
Dessa forma, enquanto a criatividade associada ao alto QI reflete uma habilidade para reorganizar o que
já se sabe, a criatividade subjetiva promove a geração de ideias que transcendem o aprendizado formal,
explorando territórios desconhecidos e oferecendo soluções únicas e adaptativas para desafios
complexos.
A DWRI, portanto, oferece uma visão expandida da inteligência humana, considerando não apenas o
desempenho em testes padronizados de QI, mas também a capacidade de adaptação, inovação e a
habilidade de conectar diferentes dimensões do pensamento humano. Essa abordagem holística destaca

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a importância da inteligência emocional e social como mediadoras do potencial criativo, reforçando que
a verdadeira inteligência vai além das métricas quantitativas tradicionais (Rodrigues et al., 2024).
Bases Neurobiológicas do QI: Regiões e Sub-regiões Cerebrais Ativadas
Durante a realização do teste de QI WAIS (Wechsler Adult Intelligence Scale), diversas regiões
cerebrais são ativadas, refletindo a complexidade das habilidades cognitivas avaliadas. O córtex pré-
frontal, especialmente as regiões dorsolateral (DLPFC) e ventrolateral (VLPFC), desempenha um papel
crucial nas funções executivas, como planejamento, memória de trabalho e tomada de decisões. Essa
ativação é evidenciada pela forte correlação entre os índices do WAIS e o volume de massa cinzenta em
áreas como o giro frontal superior e médio, que suportam essas funções cognitivas superiores (Hidese
et al., 2020).
O lobo parietal, particularmente o córtex parietal posterior e inferior, é essencial para o raciocínio
visuoespacial, integração multimodal de informações e manutenção da atenção. Estudos utilizando o
subteste de Design de Blocos do WAIS-IV demonstraram que o desempenho nessa tarefa está
diretamente relacionado à atividade metabólica nas regiões bilaterais dos lobos parietais inferiores, além
do tálamo direito e do giro frontal médio, reforçando o papel dessas áreas na função visuoespacial e no
controle executivo (Joung et al., 2021).
O lobo occipital, responsável pelo processamento visual, contribui para o desempenho em tarefas que
exigem reconhecimento e organização visual, enquanto o lobo temporal, incluindo o giro temporal
superior e o hipocampo, está envolvido na linguagem e na recuperação de informações. O Índice de
Compreensão Verbal do WAIS ativa predominantemente o lobo frontal inferior esquerdo e o córtex pré-
frontal, o que está alinhado com a necessidade de habilidades linguísticas e compreensão verbal (Elkana
et al., 2020).
Especificamente, o Índice de Organização Perceptual envolve o córtex parietal direito e o lobo occipital,
fornecendo suporte à capacidade de interpretar e organizar estímulos visuais complexos. Já o Índice de
Memória de Trabalho depende fortemente das regiões dorsolateral e ventrolateral do córtex pré-frontal,
incluindo a porção anterior da área de Broca, que é fundamental para a manipulação de informações
verbais e o controle executivo (Luo et al., 2021).

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Por fim, o Índice de Velocidade de Processamento envolve redes frontais e parietais bilaterais, refletindo
a integração eficiente de informações sensoriais e a execução rápida de tarefas motoras e cognitivas. A
correlação positiva entre a conectividade da substância branca e a velocidade de processamento reforça
a importância dessas redes na performance geral do WAIS (Bottenhorn et al., 2021).
Essa visão detalhada das regiões cerebrais envolvidas na execução do teste de QI WAIS ajuda a
compreender como diferentes áreas do cérebro colaboram para o desempenho cognitivo e como a
integridade estrutural e funcional dessas regiões pode influenciar diretamente os resultados obtidos em
testes de inteligência.
Outras áreas cerebrais podem desempenhar papéis secundários, mas ainda assim relevantes, durante a
execução do teste de QI WAIS, complementando o desempenho cognitivo. O córtex insular, por
exemplo, está envolvido em aspectos de consciência e autoconsciência, influenciando diretamente a
capacidade de autorregulação e controle emocional durante tarefas cognitivas desafiadoras (Hidese et
al., 2020). Essa área contribui não apenas para o controle interno, mas também para o ajuste
comportamental em resposta a estímulos externos.
O córtex pré-motor é ativado especialmente em tarefas que exigem a manipulação mental de objetos e
a preparação de respostas motoras rápidas, sendo essencial para o desempenho em testes que avaliam a
velocidade de processamento (Joung et al., 2021). Sua conexão com o córtex motor primário e outras
regiões associadas ao planejamento motor permite uma resposta eficiente a estímulos cognitivos
complexos.
O núcleo accumbens, tradicionalmente associado à recompensa e à motivação, exerce influência
significativa sobre o engajamento cognitivo e a persistência nas tarefas. Sua ativação pode aumentar a
motivação intrínseca durante a realização do teste, auxiliando na manutenção do foco e na superação de
desafios cognitivos (Luo et al., 2021).
O córtex cingulado posterior, os gânglios da base e o cerebelo desempenham papéis importantes no
controle da atenção, aprendizado e integração de funções cognitivas. O córtex cingulado posterior
participa na orientação da atenção e na recuperação de informações da memória, enquanto os gânglios
da base estão envolvidos no aprendizado de padrões e na regulação de movimentos, essenciais para
tarefas que exigem coordenação motora fina (Bottenhorn et al., 2021). O cerebelo, tradicionalmente

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relacionado ao controle motor, também contribui para funções cognitivas mais complexas, como o
aprendizado e o processamento de informações sensoriais.
Essas áreas secundárias, embora não sejam as principais durante o teste de QI, proporcionam suporte
crítico para o desempenho cognitivo, garantindo uma execução mais fluida e adaptativa das tarefas
propostas.
Essa ampla ativação neuronal demonstra a natureza interconectada da inteligência e a diversidade das
habilidades medidas pelo WAIS, incluindo memória de trabalho, raciocínio lógico, compreensão verbal
e percepção espacial. Embora algumas regiões secundárias possam contribuir para a experiência geral
do teste, o desempenho no WAIS depende principalmente das interações entre as redes fronto-parietais,
temporais e occipitais, que sustentam a cognição de alto nível necessária para a resolução das tarefas
propostas.
Além do QI: Regiões Cerebrais Ligadas à Inteligência Emocional, Social e Criativa
Embora o teste de QI WAIS avalie principalmente habilidades cognitivas como memória de trabalho,
raciocínio lógico e percepção espacial, existem regiões cerebrais que, apesar de não serem centrais para
o desempenho no teste, desempenham um papel essencial em aspectos mais amplos da inteligência,
como a inteligência emocional, social e criatividade subjetiva. O córtex orbitofrontal, por exemplo, está
intimamente ligado ao processamento emocional, regulação social e tomada de decisões baseadas em
contexto interpessoal, o que reforça seu papel na mediação entre inteligência emocional e criatividade
(He et al., 2018).
O córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado anterior são fundamentais para a empatia,
autorregulação emocional e comportamento social adaptativo. Essas regiões facilitam a compreensão
dos estados mentais de outras pessoas, promovendo respostas mais adaptativas e estratégias sociais
eficazes (Panksepp, 2019). O córtex temporal anterior, incluindo a junção temporoparietal, contribui
significativamente para a teoria da mente, ampliando a capacidade de interpretar intenções e emoções
alheias (Razumnikova, 2019).
A rede de modo padrão (Default Mode Network - DMN), que inclui o córtex pré-frontal medial, giro
angular e giro cingulado posterior, destaca-se na criatividade, introspecção e geração de ideias originais.

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A ativação da DMN permite a conexão espontânea entre memórias e conceitos aparentemente não
relacionados, favorecendo o pensamento divergente e a inovação (Giancola et al., 2022).
O sistema límbico, incluindo a amígdala e o hipocampo, exerce influência crucial na resposta emocional
e na memória afetiva, aspectos indispensáveis para a inteligência emocional. Essa estrutura não apenas
ajuda na regulação das emoções, mas também na associação de experiências emocionais com memórias
de longo prazo, contribuindo para decisões mais equilibradas e relações interpessoais mais saudáveis
(Alsadaee, 2024).
Apesar de não serem diretamente medidas pelo WAIS, essas redes cerebrais estão interligadas com a
cognição analítica e são indispensáveis para uma inteligência completa, permitindo uma adaptação mais
ampla ao ambiente social e à resolução criativa de problemas. A sinergia entre a cognição lógica e
emocional fortalece o potencial intelectual humano, indo além das métricas convencionais de QI e
abraçando uma visão mais holística da inteligência (Tanui et al., 2024).
Recapitulando e Simplificando: Quais Sub-regiões Cerebrais Têm Relação com a Inteligência e
Não São Ativadas Durante o Teste de QI WAIS?
O córtex orbitofrontal, embora ausente na lista de ativação direta do WAIS, desempenha um papel
fundamental na regulação emocional, tomada de decisões sociais e comportamento adaptativo. Estudos
destacam que o volume de massa cinzenta no córtex orbitofrontal direito está positivamente
correlacionado com a inteligência emocional (IE) e a criatividade subjetiva, sugerindo que essa região
cerebral é crucial para o processamento de emoções e a promoção do pensamento criativo (He et al.,
2018).
O córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado anterior também são centrais para a empatia,
autorregulação emocional e processamento de recompensas sociais, funções que não são avaliadas
diretamente pelo WAIS. Essas regiões, associadas à Rede de Modo Padrão (Default Mode Network -
DMN), têm sido ligadas à habilidade de manter conexões sociais saudáveis e ao controle de respostas
emocionais em situações sociais complexas (Pundlik et al., 2024).
O córtex temporal anterior e a junção temporoparietal são fundamentais para a teoria da mente,
permitindo a compreensão de estados mentais alheios e facilitando a adaptação social. A atividade

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nessas regiões está fortemente correlacionada com a capacidade de interpretar intenções e emoções de
outras pessoas, o que é vital para a navegação de contextos sociais complexos (Razumnikova, 2019).
A Rede de Modo Padrão (DMN), que inclui o córtex pré-frontal medial, o giro angular e o córtex
cingulado posterior, está envolvida na criatividade espontânea, introspecção e imaginação. Essa rede é
especialmente ativa durante o pensamento divergente e em momentos de repouso, quando o cérebro não
está focado em tarefas estruturadas, como as exigidas pelo WAIS (Ling, 2018).
O núcleo accumbens, embora mais associado à motivação e persistência cognitiva, não possui um papel
central nos testes de inteligência convencionais. No entanto, sua influência na motivação e no
engajamento cognitivo pode contribuir indiretamente para o desempenho em tarefas que exigem
resistência mental e adaptação emocional (Pundlik et al., 2024).
O córtex insular, que participa da consciência interoceptiva e da percepção emocional, junto ao córtex
pré-motor, que se envolve na preparação motora e na manipulação mental de objetos, também não são
focos principais do WAIS. No entanto, desempenham papéis importantes na regulação emocional e na
resposta adaptativa a estímulos ambientais, promovendo uma inteligência mais ampla e integrada (Ling
et al., 2019).
Essas regiões cerebrais, apesar de não serem diretamente ativadas pelo teste de QI, são essenciais para
uma inteligência mais holística, que abrange criatividade, adaptação social, controle emocional e
inovação. A integração dessas áreas possibilita uma resposta mais adaptativa ao ambiente, promovendo
não apenas o desempenho cognitivo, mas também o bem-estar emocional e a competência social.
CONCLUSÃO
A Inteligência DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference) propõe uma visão
ampliada da inteligência, indo além das habilidades cognitivas medidas pelos testes de QI. Enquanto o
WAIS avalia domínios como memória de trabalho, raciocínio lógico e percepção espacial, a DWRI
enfatiza a necessidade de integração entre essas funções e outras dimensões da cognição, como a
inteligência emocional, social e criatividade subjetiva. Essa abordagem reconhece que um
funcionamento intelectual verdadeiramente abrangente depende da interconexão entre redes cerebrais,
incluindo o córtex orbitofrontal, cingulado anterior, junção temporoparietal, rede de modo padrão

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(DMN) e sistema límbico, que são fundamentais para regulação emocional, empatia, pensamento
criativo e adaptação social.
Estudos genéticos têm possibilitado uma identificação mais objetiva da DWRI. Por meio do relatório
GIP (Genetic Intelligence Project), é possível reconhecer indivíduos DWRI com pontuações acima da
média em estudos de morfologia cerebral, criatividade, cognição e inteligência determinada, oferecendo
uma abordagem complementar e mais profunda para a compreensão do potencial intelectual humano.
Dessa forma, a DWRI não apenas complementa a inteligência avaliada pelos testes de QI, mas redefine
seu escopo, considerando a complexidade das interações neurais e genéticas que sustentam o
pensamento inovador, a tomada de decisões e a capacidade de adaptação ao ambiente social e emocional.
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